10 dezembro 2010

E SE EU NÃO QUISER TE PERDOAR? ANDRÉ SANCHEZ

Às vezes as nossas atitudes são bem incoerentes. Queremos receber o perdão quando erramos, mas nem sempre oferecemos o perdão quando requerido de nós. Pedro achava que haveria um número máximo aceitável para perdoar alguém e buscava essa resposta de Jesus. “Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?” (Mt 18. 21)


Esse é um pensamento bem presente em nós, já que, nem sempre, achamos que devamos perdoar em cem por cento dos casos. Jesus conta uma parábola que ilustra o desagrado de Deus quando decidimos não perdoar:

“o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.” (Mt 18. 23-24). Se considerássemos que um diarista recebesse 10 reais pelo trabalho de um dia, um talento [de prata] seria algo em torno de R$ 60.000,00. A dívida desse servo (10.000 talentos) seria algo em torno de 600 milhões de reais. A dívida desse homem é praticamente impagável.

A narrativa nos diz que o rei se compadeceu dele e perdoou-lhe a dívida. “E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida.” (Mt 18. 27). Isso mostra o tamanho da bondade desse senhor, que perdoou uma dívida de 600 milhões de reais.

Porém, o texto diz que o servo perdoado, saindo, encontrou alguém que lhe devia 100 denários. Considerando o mesmo cálculo acima, essa quantia seria algo em torno de R$ 1.000,00.

Ele, porém, não perdoou a dívida, antes, mandou prender aquele homem. “Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei. Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.” (Mt 18. 29-30).

Veja que interessante: Ele foi perdoado de uma dívida de 600 milhões de reais, mas não perdoou uma dívida de R$ 1.000,00. Quando aquele senhor ficou sabendo dessa atitude dele, imediatamente, retirou o seu perdão. “Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida.” (Mt 18. 32-34).

Essa parábola nos mostra o quão grande é a nossa dívida com Deus, e mesmo assim, quando pedimos perdão, Ele nos perdoa. Nos mostra também o quão pequenas são as dívidas que temos uns com os outros, e por isso, precisamos, olhando para o exemplo de nosso Senhor, sempre perdoar.

A advertência do final do texto também precisa estar em nosso coração: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.” (Mt 18. 35). Se não perdoarmos não seremos perdoados. Esse é um mandamento estabelecido por Deus. Em Mt 6. 14-15 Jesus diz isso claramente: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.”
Texto escrito por André Sanchez e foi retirado do blog Esboçando Ideias

DE GRAÇA - CAROLINE CELICO

Não importa a classe social, de onde viemos, a idade, ou o que desejamos. Quando falamos na possibilidade de ganhar algo de graça sempre nos interessamos. Porque é algo que se ganha, por mérito ou por vontade de quem te dá. É como um presente, que as vezes não conseguimos nem mesmo agradecer o prazer que tivemos em receber.

Houve um tempo em que Deus optou pela LEI para reger a relação com a humanidade para que todas as pessoas fossem abençoadas. Eram uma série de regras que, se respeitadas, se transformariam em bênçãos. Mas logo depois Ele inaugurou o tempo da GRAÇA, onde todos poderiam chegar até Deus através de um único caminho, sem o agir dos homens, sem leis, sem rituais, sem barreiras, com Cristo.

Eu acho que o significado deste novo tempo se resumiria em uma única palavra: AMOR. Porque quando entendemos que Deus nos amou de uma maneira tão grande que enviou o seu único filho para acabar com um tempo de peso, de leis, de rituais muitas vezes difíceis de interpretar pela única vontade de nos salvar, isso só pode ser chamado de AMOR. Quando entendemos que Jesus foi mandado para viver, se alegrar e sofrer como homem, e se entregou para morrer, para que através do sangue dele (e não mais o sacrifício de animais) fôssemos limpos de nossos pecados, temos que ao menos agradecer a Deus por nos dar de graça esse novo jeito de viver.

É libertador fazer nossas escolhas não mais por obrigação, mas sim por entendermos cada vez mais e amarmos a verdade que Jesus nos deixou. E não escolhermos os caminhos que muitas vezes nos induziram a seguir, ou fazer algo porque falaram que era melhor ser feito de um jeito ou de outro, mas sim porque fomos batizados não apenas com água, mas com algo mais poderoso que nos lava.

A LEI terminou e a senha para transformar o nosso coração é o AMOR. Quando entendemos isso, passamos a desejar amar mais para errar menos. É aí que de repente sentimos que a maior coisa que podemos querer ter não é o dinheiro, não é a riqueza, não são os bens, não é um padrão de beleza, não são amizades interesseiras, e sim o nosso coração livre para conhecer e viver mais e mais esse AMOR que vem de Deus.

Texto retirado do blog da autora - http://carolcelico.tumblr.com/post/1691940222/capitulo-11-de-graca

25 outubro 2010

VIVER OU JUNTAR DINHEIRO? (MAX GEHRINGER)

Há determinadas mensagens que, de tão interessante, não precisam nem sequer de comentários. Como esta que recebi recentemente.
Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico.

Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30mil reais.

Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais. E assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário.

Bastaria não ter tomado os drinks que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas que comprei.

Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária. É claro que não tenho este dinheiro.
Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade.

Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro por prazer e com prazer.

E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz.

Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.

"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO"

Que tal um cafezinho?

20 outubro 2010

RELEASE - PEDRA ANGULA (CATEDRAL)

Uma homenagem aos fãs e à origem da Banda Catedral. Assim se define o CD especial “Pedra Angular”, lançamento que reúne o melhor do pop rock nacional em 12 faixas, sendo seis inéditas e seis regravações, com destaque para os sucessos “Meio Sem Querer”, “Pai Nosso”, “Amor Verdadeiro” e “Homens e Vozes”.

Com Kim no comando na guitarra base e vocal, Júlio Cezar no baixo e Guilherme Morgado na bateria, a banda já soma 22 anos de estrada. O álbum lançado pela Line Records conta com a direção geral de Sérgio Lima e tem a produção musical assinada por Kim e Júlio.

“Esse trabalho é muito especial porque consiste em um CD tributo, em que prestamos homenagem à origem da banda e aos nossos fãs que sempre nos acompanham nestes 22 anos de carreira. Neste projeto continuamos com a mentalidade artística e profissional que caracterizou o ‘Catedral’ no mercado”, explica o vocalista da Banda, Kim.

Para surpresa dos fãs, as canções aparecem totalmente diferentes, com novos arranjos, cordas e até instrumentos. “Só não mudamos as letras, o restante é tudo novo. Na música ‘Pai Nosso’, por exemplo, colocamos até o som de orquestra em uma mistura do erudito com o punk/rock”, adianta o cantor.

Um dos carros-chefes do repertório é a canção “Teu sorriso” que retrata muito bem “a harmonia que temos há 22 anos, acreditamos que tudo construído na rocha é sólido e para sempre, por isso a escolha do título”, destaca Kim.

Outras canções que merecem destaque são: “Tudo Pode Mudar” primeira música de trabalho, “E O Que é o Amor?”, “Quem me dera”, “Onde o Amor Reinar”, “Blecaute”, entre outras.

Faixas do CD:

1. Tudo Pode Mudar – 02’24”– (Kim e Julio)
2. Pedra Angular – 02’53” – (Kim e Julio)
3. Ao Teu Lado – 04’09” – (Kim e Julio)
4. Meio Sem Querer – 04’02” – (Kim e Julio)
5. E O Que É O Amor – 02’47” – (Kim e Julio)
6. Teu Sorriso – 04’04”– (Kim e Julio)
7. Quem Me Dera – 03’58” – (Kim, Cezar e Julio)
8. Amor Verdadeiro – 03’16” – (Kim, Cezar e Julio)
9. Onde O Amor Reinar – 03’26” – (Kim, Cezar e Julio)
10. Blecaute – 02’25” – (Kim, Cezar e Julio)
11. Homens E Vozes – 03’29” – (Kim, Cezar e Julio)
12. Pai Nosso – 02’01” – (Kim, Cezar e Julio)

22 setembro 2010

A FOME DE MARINA

Por José Ribamar Bessa Freire
(Professor, coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ) e pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO)

Há pouco, Caetano Veloso descartou do seu horizonte eleitoral o presidente Lula da Silva, justificando: "Lula é analfabeto". Por isso, o cantor baiano aderiu à candidatura da senadora Marina da Silva , que tem diploma universitário. Agora, vem a roqueira Rita Lee dizendo que nem assim vota em Marina para presidente, "porque ela tem cara de quem está com fome".

Os Silva não têm saída: se correr o Caetano pega, se ficar a Rita come.
Tais declarações são espantosas, porque foram feitas não por pistoleiros truculentos, mas por dois artistas refinados, sensíveis e contestadores, cujas músicas nos embalam e nos ajudam a compreender a aventura da existência humana.

Num país dominado durante cinco séculos por bacharéis cevados, roliços e enxudiosos, eles naturalizaram o canudo de papel e a banha como requisitos indispensáveis ao exercício de governar, para o qual os Silva, por serem iletrados e subnutridos, estariam despreparados.
Caetano Veloso e Rita Lee foram levianos, deselegantes e preconceituosos. Ofenderam o povo brasileiro, que abriga, afinal, uma multidão de silvas famélicos e desescolarizados.

De um lado, reforçam a ideia burra e cartorial de que o saber só existe se for sacramentado pela escola e que tal saber é condição sine qua non para o exercício do poder. De outro, pecam querendo nos fazer acreditar que quem está com fome carece de qualidades para o exercício da representação política.
A rainha do rock, debochada, irreverente e crítica, a quem todos admiramos, dessa vez pisou na bola. Feio."Venenosa! Êh êh êh êh êh!/ Erva venenosa, êh êh êh êh êh!/ É pior do que cobra cascavel/ O seu veneno é cruel.../ Deus do céu!/ Como ela é maldosa!".

Nenhum dos dois - nem Caetano, nem Rita - têm tutano para entender esse Brasil profundo que os silvas representam.

A senadora Marina da Silva tem mesmo cara de quem está com fome? Ou se trata de um preconceito da roqueira, que só vê desnutrição ali onde nós vemos uma beleza frágil e sofrida de Frida Kahlo, com seu cabelo amarrado em um coque, seus vestidos longos e seu inevitável xale? Talvez Rita Lee tenha razão em ver fome na cara de Marina, mas se trata de uma fome plural, cuja geografia precisa ser delineada. Se for fome, é fome de quê?
O mapa da fome
A primeira fome de Marina é, efetivamente, fome de comida, fome que roeu sua infância de menina seringueira, quando comeu a macaxeira que o capiroto ralou. Traz em seu rosto as marcas da pobreza, de uma fome crônica que nasceu com ela na colocação de Breu Velho, dentro do Seringal Bagaço, no Acre.

Órfã da mãe ainda menina, acordava de madrugada, andava quilômetros para cortar seringa, fazia roça, remava, carregava água, pescava e até caçava. Três de seus irmãos não aguentaram e acabaram aumentando o alto índice de mortalidade infantil.

Com seus 53 quilos atuais, a segunda fome de Marina é dos alimentos que, mesmo agora, com salário de senadora, não pode usufruir: carne vermelha, frutos do mar, lactose, condimentos e uma longa lista de uma rigorosa dieta prescrita pelos médicos, em razão de doenças contraídas quando cortava seringa no meio da floresta. Aos seis anos, ela teve o sangue contaminado por mercúrio. Contraiu cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose.

A fome de conhecimentos é a terceira fome de Marina. Não havia escolas no seringal. Ela adquiriu os saberes da floresta através da experiência e do mundo mágico da oralidade. Quando contraiu hepatite, aos 16 anos, foi para a cidade em busca de tratamento médico e aí mitigou o apetite por novos saberes nas aulas do Mobral e no curso de Educação Integrada, onde aprendeu a ler e escrever.

Fez os supletivos de 1º e 2º graus e depois o vestibular para o Curso de História da Universidade Federal do Acre, trabalhando como empregada doméstica, lavando roupa, cozinhando, faxinando.
Fome e sede de justiça: essa é sua quarta fome. Para saciá-la, militou nas Comunidades Eclesiais de Base, na associação de moradores de seu bairro, no movimento estudantil e sindical. Junto com Chico Mendes, fundou a CUT no Acre e depois ajudou a construir o PT.

Exerceu dois mandatos de vereadora em Rio Branco, quando devolveu o dinheiro das mordomias legais, mas escandalosas, forçando os demais vereadores a fazerem o mesmo. Elegeu-se deputada estadual e depois senadora, também por dois mandatos, defendendo os índios, os trabalhadores rurais e os povos da floresta.

Quem viveu da floresta, não quer que a floresta morra. A cidadania ambiental faz parte da sua quinta fome. Ministra do Meio Ambiente, ela criou o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo de Desenvolvimento para gerir as florestas e estimular o manejo florestal.

Combateu, através do Ibama, as atividades predatórias. Reduziu, em três anos, o desmatamento da Amazônia de 57%, com a apreensão de um milhão de metros cúbicos de madeira, prisão de mais 700 criminosos ambientais, desmonte de mais de 1,5 mil empresas ilegais e inibição de 37 mil propriedades de grilagem.
Tudo vira bosta
Esse é o retrato das fomes de Marina da Silva que - na voz de Rita Lee - a descredencia para o exercício da presidência da República porque, no frigir dos ovos, "o ovo frito, o caviar e o cozido/ a buchada e o cabrito/ o cinzento e o colorido/ a ditadura e o oprimido/ o prometido e não cumprido/ e o programa do partido: tudo vira bosta".

Lendo a declaração da roqueira, é o caso de devolver-lhe a letra de outra música - 'Se Manca' - dizendo a ela: "Nem sou Lacan/ pra te botar no divã/ e ouvir sua merda/ Se manca, neném!/ Gente mala a gente trata com desdém/ Se manca, neném/ Não vem se achando bacana/ você é babaca".

Rita Lee é babaca? Claro que não, mas certamente cometeu uma babaquice. Numa de suas músicas - 'Você vem' - ela faz autocrítica antecipada, confessando: "Não entendo de política/ Juro que o Brasil não é mais chanchada/ Você vem... e faz piada". Como ela é mutante, esperamos que faça um gesto grandioso, um pedido de desculpas dirigido ao povo brasileiro, cantando: "Desculpe o auê/ Eu não queria magoar você".

A mesma bala do preconceito disparada contra Marina atingiu também a ministra Dilma Rousseff, em quem Rita Lee também não vota porque, "ela tem cara de professora de matemática e mete medo". Ah, Rita Lee conseguiu o milagre de tornar a ministra Dilma menos antipática! Não usaria essa imagem, se tivesse aprendido elevar uma fração a uma potência, em Manaus, com a professora Mercedes Ponce de Leão, tão fofinha, ou com a nega Nathércia Menezes, tão altaneira.

Deixa ver se eu entendi direito: Marina não serve porque tem cara de fome. Dilma, porque mete mais medo que um exército de logaritmos, catetos, hipotenusas, senos e co-senos. Serra, todos nós sabemos, tem cara de vampiro. Sobra quem?
Se for para votar em quem tem cara de quem comeu (e gostou), vamos ressuscitar, então, Paulo Salim Maluf ou Collor de Mello, que exalam saúde por todos os dentes. Ou o Sarney, untuoso, com sua cara de ratazana bigoduda. Por que não chamar o José Roberto Arruda, dono de um apetite voraz e de cuecões multi-bolsos? Como diriam os franceses, "il péte de santé".

O banqueiro Daniel Dantas, bem escanhoado e já desalgemado, tem cara de quem se alimenta bem. Essa é a elite bem nutrida do Brasil...
Rita Lee não se enganou: Marina tem a cara de fome do Brasil, mas isso não é motivo para deixar de votar nela, porque essa é também a cara da resistência, da luta da inteligência contra a brutalidade, do milagre da sobrevivência, o que lhe dá autoridade e a credencia para o exercício de liderança em nosso país.

Marina Silva, a cara da fome? Esse é um argumento convincente para votar nela. Se eu tinha alguma dúvida, Rita Lee me convenceu definitivamente.

07 setembro 2010

ROGÉRIO CENI, 20 ANOS. O MITO INIMITÁVEL

Vinte anos de Rogério Ceni no Morumbi.
Treze anos batendo faltas e pênaltis para fazer 90 gols na carreira e na história.
Campeão do mundo, da América, do Brasil, de São Paulo e do Morumbi.
E isso irrita quem não é.
Dezessete anos de Rogério defendendo a meta tricolor.
“Meta” que é a palavra perfeita para definir o craque.
Ele é um profissional que parece bater um tiro de meta já com o objetivo definido. Determinado. Para isso se prepara. Treina. Estuda. Pensa. Faz.
E isso irrita quem não se compromete como ele.

Os 90 gols de falta e de pênalti não são acaso. São caso pensado. Treinado.
Ele é daqueles que treinam até faltar luz no CCT. E por isso acaba sendo tão iluminado quando é necessário. Quando é preciso como Rogério na meta são-paulina. Ainda mais tricolor quando defendida pelo maior craque-bandeira da história do clube.
E isso irrita quem não gosta dele e do São Paulo.
Rogério não dá bola. Porque ele não a larga. É daqueles goleiros que diminuem o tamanho do gol para os adversários. Com Rogério, no banco de 1993 a 1996, titular absoluto desde 1997, o São Paulo, se não ganhou tudo, foi quase tudo. E quase tudo parou nas mãos de Rogério, e passou pelos pés, pela cabeça, pelos dedos do líder incontestável. Para o bem e para o mal.
E isso irrita.
Rogério não é perfeito. Também por ser perfeccionista. Exige tanto que chega a irritar. E a se irritar. Cobra porque se cobra mais que tudo e que todos.
E isso irrita.
Como algumas saídas de meta em forma da cruz que aprendeu com o ídolo Navarro Montoya – que os não poucos críticos reclamam que ele se ajoelha demais; como as adiantadas nos pênaltis; como a fome de jogar de qualquer jeito; como algumas cobranças de falta desnecessárias no passado; como algumas cobranças no elenco exageradas; como algumas cobranças da (e na) direção mal contornadas no vai-não-sai para o Arsenal, em 2001, que quase acabou com parte dessa história impressionante; como algumas poucas falhas em momentos decisivos que acontecem com todos os mortais. Por mais imortal que ele seja no Morumbi.
E isso também irrita.
Ainda mais os adversários que querem ver os erros do mundo nas luvas de Rogério. Parte da empáfia assumida e juramentada e juvenalizada são-paulina passa pelo capitão, líder e exemplo. Mas repare em cada linha bem pensada, articulada e falada por Rogério. Na derrota (que não foi muita), na vitória (que foi tanta em 17 anos), Rogério está sempre lá para defender o São Paulo. Pode perder a linha, vez ou outra. Mas jamais a segurança que passa aos companheiros, aos rivais, e à instituição. À família são-paulina e à família Ceni que defende fora de campo tão bem como ele segura as pontas e os trancos na meta. Neste mundo midiático, escancarado e escandalizado, Rogério preserva e se preserva com categoria. Não se perde na noite e ganha o dia.
E isso irrita.
Porque ele é diferente. Não apenas por fazer defesas como poucos na história do clube, não apenas por fazer gols como ninguém na história do futebol.
Se Rogério pensa muito bem no que fala e no que faz, não pensa em ser lembrado e admirado como um ídolo de todas as torcidas.
Rogério é tão são-paulino que tem o compromisso com o São Paulo. Só.
De ser feliz e amado pelos tricolores. Só.
E não faz questão de ser o ídolo que merecia ser de todos os torcedores.
E isso irrita.
Como devem se irritar os não-são-paulinos que não puderam ver o Liverpool campeão do mundo porque Rogério Ceni segurou todas as bolas do massacre na final de 2005.
A falta na gaveta de Gerrard que Rogério defendeu como se fosse um Ceni.
O chute cruzado num bolo de gente que Rogério defendeu como se fosse um Ceni.
As defesas daquele que foi tudo no Japão como se fosse um Ceni.
E ainda foi o artilheiro do São Paulo na campeoníssima temporada de 2005 como se fosse um Ceni.
E isso irrita.
Um ano depois de Rogério chorar como criança quando eliminado pelo Once Caldas, na semifinal da Libertadores de 2004, em Manizales. Quando pensou que não conseguiria mais (re)conquistar o que já havia ganho como reserva do imenso Zetti. Digno sucessor da escola tricolor de Valdir Peres, Sérgio Valentim, Picasso, José Poy. Grandes, imensos goleiros debaixo das traves, em toda a grande área. Mas nenhum, no São Paulo e no mundo, senhor de todas as áreas como Rogério. E isso irrita.
Talvez Rogério não seja mais goleiro que outros poucos goleiros tricolores.
Talvez Rogério não seja o maior craque entre tantos craques e gênios são-paulinos.
Talvez outros raros tricolores tenham sido tão são-paulinos quanto ele.
Mas não há ídolo como Rogério Ceni.
Como diz com muita razão e enorme paixão o são-paulino, todos os times têm um goleiro. Só o São Paulo tem Rogério Ceni.

E isso não se imita.

Texto publicado originalmente por Mauro Beting
E está disponivel no seguinte endereço: http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/2010/09/07/rogerio-ceni-20-anos-mito-inimitavel


26 agosto 2010

THALLES - DEUS DA MINHA VIDA (OFICIAL)

http://www.youtube.com/watch?v=vC8VHSd8xycendofvid
[starttext]
Clipe Oficial Thalles - Deus da Minha Vida[endtext]

SEVEN HORIZONS NO BRASIL

OFICINA G-3 NO ROCK IN RIO 2011 - VOTEM !!!


Qual banda ou artista nacional você quer no Rock in Rio 2011 ?
Vote no site abaixo e ajude Oficina g3 a tocar no evento em 2011. O resultado será encaminhado para os organizadores do festival !
Será o retorno do Rock in Rio ao Brasil depois de anos. Outras edições foram realizadas em outros paises.

http://www.rockway.com.br/qual-banda-ou-artista-nacional-voce-quer-no-rock-in-rio-2011 

24 agosto 2010

RENATINHO - CONCURSO CULTURAL DOUBLE VISION DVD

http://www.youtube.com/watch?v=WXW5gYuALR8endofvid
[starttext]
Esse video foi gravado pelo Renatinho, Ex-Stauros. Ele está participando do Concurso Cultural Double Vision DVD. Serão distrbuido aos vencedores vários prêmios como amplificadores, guitarras, pedais, pedalboards, cordas e muito mais. O músico também terá a chance de tocar em palcos importantes e alavancar sua carreira definitivamente.

Conheça a história do Renatinho:

Renato Salles Lucindo (Renatinho), Nascido em 04/12/1975, começou a estudar música aos 7 anos de idade, com 8 anos aprendeu os primeiros acordes no violão. Aos 12, após ganhar sua primeira guitarra, começou a dedicar-se ao estudo da música de uma forma mais intensa. Estudou com nosso saudoso Carlos Niehus, formado no Music Institute (USA), e também estudou com músicos conceituados como Kiko Loureiro e Frank Solari.

Gravou 4 Cds e 1 EP como guitarrista solo da banda Stauros, com quem tocou por todo o Brasil e na Argentina, entre 1995 e 2004, dividindo o palco com consagradas bandas internacionais como Bride e Mortification. Ainda com o Stauros, participou da gravação de um cd de um selo Australiano chamado Rowe Productions, para o Brasillian Metal Complilation onde o Stauros foi uma das 3 bandas brasileiras escolhidas. Foi um dos cinco guitarristas selecionados para tocar junto com o renomado guitarrista americano Paul Gilbert num workshop em Curitiba-PR.

Ministrou workshops em várias cidades como, Belo Horizonte-MG, Recife-PE, Brasília-DF, Goiânia-GO, Telêmaco Borba-PR, Rio de Janeiro-RJ, São Paulo-SP, entre outras.

Estudou harmonia com o professor Sergio Freitas na UDESC, onde também estudou a história da música.
Atualmente leciona aulas particulares e trabalha como luthier.

Encontra-se no link abaixo um pouco do seu trabalho como guitarrista solo.

http://guitarbattle.cifraclub.terra.com.br/usuario_3502290.htm
[endtext]

16 agosto 2010

PARA SALVAR UMA VIDA

O filme cristão Para Salvar uma Vida foi sucesso de bilheteria nos EUA, arrecandando mais de 2,5 milhões de dólares, sendo sucesso entre os jovens e adolescentes norte-americanos, devido a sua história inspiradora.

Para Salvar uma Vida chega ao Brasil pela BV Films distribuidora que trouxe sucessos como "Desafiando os Gigantes" e "Prova de Fogo".

O filme chega já sendo uma estratégia de evangelismo. Assista e comprove!

Sinopse

O filme conta a história de Jake Taylor, um jovem que tem tudo: fama, uma bolsa de estudos pelo time de basquete, a namorada que era a garota mais desejada do colégio.

Por outro lado, Roger Dawson não tinha nada. Não tinha amigos nem esperança. Roger sempre era humilhado e deixado de lado. O que poderia ser pior.

Jake e Roger eram melhores amigos quando crianças, mas a popularidade de Jake os afastou, uma vez que Roger não era tão despojado quanto Jake.

Roger não mais se adequava ao estilo de vida de Jake ou de qualquer outro grupo de pessoas. Isto foi o fim do mundo para Roger, o que o fez levar uma arma para a escola, escondida em sua mochila. Magoado com seu estilo de vida, ele tomou uma trágica decisão: tirar a sua própria vida.

Jake, desesperado, não consegue impedir Roger e isto o faz sentir-se culpado, abalado em seu "mundo perfeito". Algo então faz com que Jake veja o mundo de outra forma e o faz questionar o seu modo de viver. Jake não parava de se perguntar: "Será que eu poderia ter salvo Roger?".

Buscando uma resposta para esta pergunta, Jake se depara com um outro jovem desamparado e sozinho em seu caminho. Jake então se aproxima deste jovem, mas teme que isto possa lhe custar seus amigos, sua namorada, seus sonhos e sua reputação.

Jake chega a conclusão de que vale a pena pagar este preço para ter a resposta para a pergunta mais importante: "O que eu realmente quero da minha minhda vida?".

Ano de produção: 2009
Lançamento no Brasil: 2010
Duração: 117 minutos
Áudio: Português / Inglês / Espanhol
Legenda: Português / Inglês / Espanhol

13 agosto 2010

CEM SONETOS SOB SUSPEITA - RICARDO BORGES

Ricardo Borges lança seu primeiro livro "Cem Sonetos sob Suspeita", um coleção de seus sonetos, todos reunidos em 116 páginas.
O livro está disponivel para compra pela Editora Virtual Books, e pode ser adquirido pelo seguinte endereço: http://www.virtualbooks.com.br/editora/livros/view/153

DESCRIÇÃO:
Este é o primeiro livro. Dizendo isto, já há implícita uma confissão da intenção de outros. Acaba de ser lançado e, como diz o título, traz cem sonetos. Todos devem ser lidos com intenção desconfiada, afinal o que o poeta faz senão fingir (já diria Pessoa), fingir sobre as coisas que deveras sente, e parafraseando-o, sentir os fingimentos que rascunha.

São sonetos suspeitos, porque o autor desenha em seus poemas mentiras preparadas que confessam dores que nunca sentiu. Duvide até disso que ele aqui confessa. Suspeite mais ainda. Suspeite se são mesmo suspeitos, se é mesmo mentira, ou se mente quando diz que é mentira. Enfim, são marcas escritas de algo que é autoral, mas que é de todos, quando lido. Não são confissões de fé ou algo parecido. Mas tem muito mais de quem escreve do que teriam palavras dele, caso resolvesse explicar-se.

Por isso é suspeito dos sonetos; todos cem. sou um erro grave e torto de escrita sou palavras pobres soltas num poema sou só letra, nem consigo ser fonema sou rascunho que qualquer bom gosto evita sou papel que não se usa em carta boa porque as boas cartas pedem bom papel sou a rima que se usada desentoa d'outras rimas tão amáveis do cordel sou a tinta que com o tempo perde a cor e por isso nunca a usa os bons poetas porque reconhecem a tinta de valor sou a frase mal traçada, incorreta só escrita pelo mais triste amador pai de rimas doentias e incompletas.
SOBRE O AUTOR

Nascido em Goiânia - GO, no final dos anos 70, é bacharel em Psicologia. Se interessou por poemas a partir de escritores como Paulo Leminski, Alice Ruiz, Fernando Pessoa, Augusto dos Anjos, entre outros.

Também a forma exata com que autores como Belchior e Chico Buarque tratam as palavras sempre lhe causou admiração, como o ritmo com que repentistas e cordelistas trançavam as letras em forma de poemas populares. Escreve, ou melhor, rascunha rimas, desde 2005, e lança agora seu primeiro livro "cem sonetos sob suspeita".

www.palavreador.com
info@palavreador.com
ricardorborges@yahoo.com.br
MSN: psicologia@wmetal.com
Telefone: (62) 8405-1124