22 julho 2025

Na escuridão, o mundo do metal silenciou — Adeus, Ozzy Osbourne!

"Now in darkness the world stops turning..."

("Agora na escuridão, o mundo para de girar...") — War Pigs, Black Sabbath

A frase acima, retirada de uma das músicas mais impactantes do Black Sabbath, sempre carregou peso, crítica e simbolismo. Originalmente, War Pigs era um grito contra a guerra, a hipocrisia e os líderes que manipulam o mundo em nome do poder. Mas neste 22 de julho de 2025, ela ganha um novo e profundo significado: o mundo do metal realmente parou por um instante com a morte de Ozzy Osbourne.

O eterno "Príncipe das Trevas", nascido John Michael Osbourne, faleceu na manhã desta terça-feira, aos 76 anos, de causas naturais, em sua casa no Reino Unido. Rodeado pela família, encerrou uma jornada marcada por excessos, superações e uma contribuição imensurável para a história da música.

Um legado que vai além da escuridão

Ozzy nasceu em um lar cristão em Birmingham, Inglaterra, e apesar da imagem sombria cultivada ao longo da carreira, suas músicas quase sempre carregavam mensagens críticas e até espirituais. Ele nunca foi um adorador do mal, como a cultura popular às vezes quis pintá-lo — mas sim um artista que expôs as contradições humanas, o medo, a injustiça e a busca por sentido num mundo conturbado.

Basta observar músicas como:

  • "War Pigs" – crítica direta ao militarismo e à elite dominante;

  • "Iron Man" – um homem incompreendido que volta no tempo e vê o apocalipse, sendo ignorado pela humanidade e se tornando a própria destruição;

  • "Paranoid" – um desabafo sobre saúde mental e ansiedade, muito antes de isso ser pauta pública;

  • "Children of the Grave" – um chamado à juventude para resistir à opressão e lutar por paz;

  • "Mr. Crowley" – uma música que explora mistérios e questionamentos espirituais;

  • "No More Tears" – já em sua carreira solo, uma das faixas mais emocionais e introspectivas, marcada por riffs intensos e lirismo profundo;

  • "Crazy Train" – crítica ao colapso mental e social, com a icônica frase: “I’m going off the rails on a crazy train.”

Último show, última mensagem

Mesmo com a saúde debilitada, Ozzy se despediu dos palcos em 5 de julho de 2025, em um show histórico e emocionante no Villa Park, em Birmingham. O evento, chamado Back to the Beginning, reuniu mais de 40 mil fãs, a formação original do Black Sabbath, convidados lendários e uma plateia tomada por emoção e respeito.

Mais do que um concerto, foi uma celebração de despedida e um ato de solidariedade. Toda a arrecadação foi destinada a instituições como o Pfizer Parkinson’s Trust, o Birmingham Children’s Hospital e o Acorn Hospice — reforçando o que muitos já sabiam: por trás da figura provocadora, existia um homem generoso, sensível e comprometido com causas humanas.

Do palco ao eterno

Com mais de 100 milhões de discos vendidos, prêmios, polêmicas, reality shows e reviravoltas, Ozzy Osbourne nunca foi apenas um cantor. Ele foi um símbolo. Um sobrevivente. Um personagem real, frágil, ousado e completamente entregue à música.

Sua voz, que já gritou contra o sistema e expôs as dores do mundo, agora silencia — mas seu eco nunca vai desaparecer.


Ozzy, que sua viagem agora seja em paz. O mundo do metal silenciou... mas tua alma grita para sempre em cada riff, em cada verso, em cada fã que ainda treme ao ouvir o primeiro acorde de "Iron Man".


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